18 4 / 2014

18 4 / 2014

""Eu descobri em mim mesmo desejos, dos quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que fui feito pra outro mundo." (C.S. Lewis)"

18 4 / 2014

letrasinversoreverso:

Manuel Bandeira pornográfico

"A cópula", poema de Manuel Bandeira, de 1964, e publicado em 1986, na revista BRIC-A-BRAC, editada por Luis Turiba (imagem 3).

O original manuscrito (imagem) foi encontrado no Departamento de Obras Raras da Biblioteca da Universidade de Brasília (UnB) dentro de um livro de Pedro Nava por Maria Lúcia Maria Lucia Verdi.

Ano depois, o cantor/compositor Zeca Baleiro musicou o soneto e gravou num filme da Bric-a-Brac.

17 4 / 2014

(Fonte: florharrison)

17 4 / 2014

O QUE APRENDI COM RIOBALDO:

“A gente morre é para provar que viveu.” 

“O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo… Eu quase nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.” 

“O sertão está em toda a parte.” 

“O sertão é dentro da gente.” 

“Coração cresce de todo lado. Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e campinas. Coração mistura amores. Tudo cabe.” 

“O senhor… mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior.” 

“Viver é um descuido prosseguido.” 

“A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e se desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade.” 

“Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.” 

“A força de Deus quando quer – moço! – me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre. E Deus ataca bonito, se discutindo, se economiza.” 

“Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas” 

“A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação – porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.”

“O senhor sabe o que silêncio é? É a gente mesmo, demais.” 

“Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta! Deus resvala? Mire e veja. Tenho medo? Não. Estou dando batalha.”

“De mim, pessoa, vivo para minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-querer de minha mulher foi que auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim penso também. Mas Diadorim é minha neblina”

“Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.”

*(Grande Sertão: Veredas)

“(…) Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa muito a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria… Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua”

*(Sagarana)

O QUE APRENDI COM RIOBALDO:

“A gente morre é para provar que viveu.”

“O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo… Eu quase nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”

“O sertão está em toda a parte.”

“O sertão é dentro da gente.”

“Coração cresce de todo lado. Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e campinas. Coração mistura amores. Tudo cabe.”

“O senhor… mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior.”

“Viver é um descuido prosseguido.”

“A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e se desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade.”

“Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.”

“A força de Deus quando quer – moço! – me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre. E Deus ataca bonito, se discutindo, se economiza.”

“Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas”

“A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação – porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.”

“O senhor sabe o que silêncio é? É a gente mesmo, demais.”

“Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta! Deus resvala? Mire e veja. Tenho medo? Não. Estou dando batalha.”

“De mim, pessoa, vivo para minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-querer de minha mulher foi que auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim penso também. Mas Diadorim é minha neblina”

“Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.”

*(Grande Sertão: Veredas)

“(…) Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa muito a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria… Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua”

*(Sagarana)

17 4 / 2014

(Fonte: flordilottus, via i-n-d-i-o)

17 4 / 2014

(Fonte: marsereno, via cmbsff)

17 4 / 2014

(Fonte: sorriuosol, via cmbsff)

17 4 / 2014

onlyoldphotography:

Enzo Sellerio: Partinico, 1954

onlyoldphotography:

Enzo Sellerio: Partinico, 1954

(via taiguar)

16 4 / 2014

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.




Machado de Assis em “Verba Testamentária”

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.


Machado de Assis em “Verba Testamentária”

16 4 / 2014

Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado.



Machado de Assis

Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado.

Machado de Assis

16 4 / 2014

Na minha cidade, nos domingos de tarde,
 as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
“Eh bobagem! “

Daqui a muito progresso tecno-ilógico,

quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
 em meu país de memória e sentimento,
 basta fechar os olhos:
 é domingo, é domingo, é domingo.


 Adélia Prado

Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.

Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:

“Eh bobagem! “

Daqui a muito progresso tecno-ilógico,

quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
em meu país de memória e sentimento,
basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo.


Adélia Prado

15 4 / 2014

Rigorosamente, todas estas notícias são desnecessárias para a compreensão da minha aventura; mas é um modo de ir dizendo alguma coisa, antes de entrar em matéria, para a qual não acho porta grande nem pequena; o melhor é afrouxar a rédea à pena, e ela que vá andando, até achar entrada. Há de haver alguma; tudo depende das circunstâncias, regra que tanto serve para o estilo como para a vida; palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução; alguns dizem mesmo que assim é que a natureza compôs as suas espécies.

excerto de Primas de Sapucaia! – conto de Machado de Assis

Rigorosamente, todas estas notícias são desnecessárias para a compreensão da minha aventura; mas é um modo de ir dizendo alguma coisa, antes de entrar em matéria, para a qual não acho porta grande nem pequena; o melhor é afrouxar a rédea à pena, e ela que vá andando, até achar entrada. Há de haver alguma; tudo depende das circunstâncias, regra que tanto serve para o estilo como para a vida; palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução; alguns dizem mesmo que assim é que a natureza compôs as suas espécies.

excerto de Primas de Sapucaia! – conto de Machado de Assis

15 4 / 2014

"Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de
[partir.
Hei de aprender com ele
A partir de uma vez
- Sem medo,
Sem remorso,
Sem saudade.
Não pensem que estou guardando a lua cheia
[ Esse sol da demência]
Vaga e noctâmbula.
O que eu mais quero,
O de que preciso
É de lua nova."

Manuel Bandeira (via umlivreiro)

(Fonte: incolumo, via umlivreiro)

15 4 / 2014